MINHAS RAÍZES

Nasci no dia 15 de Junho de 1985, no hospital da cidade de Santo Antônio do Salto da Onça - RN, meus pais residiam em Carrapateira, distrito do município de São José do Campestre/RN, em seguida fomos morar em outros distritos de Campestre, como o Sítio Picos, Toco Preto e Pedra Grande, em seguida fomos morar na sede (Campestre), mas adiante fomos morar em Santa Luzia, distrito de Touros e atualmente resido na cidade de Touros, portanto irei compartilhar com meus leitores um pouco da história dessas localidades por onde passei.

História da comunidade de Santa Luzia, um dos maiores distritos de Touros




Por volta do ano de 1870 uma mulher conhecida como Tabaiana vindo da região de Pureza chegou nesta comunidade e tomou conta de um terreno grande que não tinha dono, esse terreno tinha 6 km de extensão e com um tempo, provavelmente em 1877 chega na comunidade uma família que comprou uma parte desse terreno e construiu um engenho, na localidade também chega o senhor Manoel Celestino Pimentel e sua esposa, a senhora Maria Figueiredo Pimentel que se apossou de um outro pedaço de terra que não tinha nenhum dono.

Ao longo do tempo, foi construído um engenho nesta localidade, e segundo moradores houve um acidente, dois homens estavam brincando próximos a um taxo de mel, quando um dos homens caiu nesse taxo, que acabou puxando o outro na tentativa de se salvar , mais no entanto morreram os dois afogados na garapa do mel que estava borbulhando de quente, desgostoso com o fato ocorrido em sua propriedade o dono do engenho desativou o mesmo e o vendeu para seu Manoel Celestino Pimentel e foi morar em São Tomé, seu Manoel comprou os maquinários e as casas do engenho no valor de 150 mil contos de réis que pagou um tempo mais adiante, seu Manoel construiu um novo engenho em suas terras, batizando o mesmo de engenho São Francisco, ele funcionou até o ano de 1959, onde os trabalhadores desse engenho vinham fugidos da seca do sertão para trabalhar no verão e no inverno.

Em 1898 chegou também, vindo da cidade de Rio do Fogo, o senhor João Teodoro de Souza, conhecido na época como “João Monteiro” com sua esposa Maria Isabel Monteiro, seu João herdou de seu sogro João dos Marcos as terras que ele tinha  comprado da senhora Tabaiana no valor de 400 contos de réis, nessa mesma época chega a família Belchior e a família Gomes e também um homem rico conhecido como Chandú que compraram a seu João Monteiro um pedaço de terra, sendo com alguns anos depois em 1902 seu João Monteiro constrói em suas terras herdadas um outro engenho que funcionou até o ano de 1962. João Monteiro era muito religioso, devoto de Santa Luzia na data de 13 de dezembro de 1915, seu João traz da cidade de Touros, que na época se chamava “Vila do Bom Jesus dos Navegantes” um padre de sobrenome Leão que realizou a primeira missa na comunidade em uma cabana de palha onde a  missa foi dedicada a Santa Luzia.

A  data de 13 de dezembro de 1915 é considerada a data de "fundação" da comunidade, com uma ressalva, esta localidade ainda não é emancipada, pertence a Touros. Em 1917 seu João Monteiro reuniu a população local cerca de uns 30 habitantes e construiu no lugar da cabana de palha a 1ª capela na comunidade que até hoje existe ao lado do mercado público. Santa luzia nessa época se chamava Saco, nome dado por que na comunidade morava um senhor que uma vez por semana ia a pé para a cidade de Touros com um saco nas costas fazer suas compras para seu consumo próprio, pois na comunidade não existia na época nenhum tipo de comercio e quando chegava em Touros a população o chamava de o homem do saco, aí rotularam essa comunidade com o nome de Saco.

Essa é a casa mais antiga de Santa Luzia construída em 1892 foi habitada por Manoel Celestino Pimentel

Em 1940 iniciou-se a história da educação na comunidade, através de aulas particulares, vale salientar que a senhora Maria de Lurdes Monteiro dava aulas em sua residência para os filhos dos moradores da comunidade, hoje a casa é habitada por dona Lalinha e em 13 de maio de 1962 no governo Aluízio Alves foi inaugurada a primeira escola  na comunidade, a Escola Estadual Prof.ª Rosa Cunha, que atualmente se encontra fechada. No ano de 1957 foi construído e inaugurado o mercado público na comunidade pelo então prefeito de Touros Antônio Severiano da Câmara, ação requerida pelo primeiro vereador da comunidade o vereador João Teodoro de Souza Filho, que era filho de seu João Monteiro.

Escola Estadual Professora Rosa Cunha

Em 1965 o Padre Lucena, pároco de Touros, celebrou uma missa  na comunidade e propôs aos moradores locais a mudança do nome Saco para o nome Santa Luzia, onde os moradores da comunidade concordaram e a partir de então a comunidade se passou a se chamar Santa Luzia. No ano de1982 chega na comunidade os serviços de água encanada, energia elétrica e a construção das estradas, inclusive a rodovia RN 064 em que passa pelo centro da comunidade. A comunidade hoje é o maior distrito do município de Touros, com mais de 5 mil habitantes.  

Fonte: Cícero Pimentel, neto do senhor Manoel Celestino Pimentel
Dona Lalinha parente da família Monteiro
Texto: Eliabe França, com acréscimos de João Nelo

História de São José do Campestre



Vista panorâmica da cidade

São José do Campestre é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte localizado na microrregião da Borborema Potiguar.


Geografia


De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2010, sua população é de 12.355 habitantes. Área territorial de 345 km².


História


São José de Campestre desmembrou-se de Nova Cruz em 23 de dezembro de 1948, pela Lei número 146, criado por um projeto de lei de autoria do Major Theodorico Bezerra. A feira que era realizada aos sábados transferiu-se para a Sexta,até os dias de hoje.


Economia


É voltada para as atividades da agricultura, da pecuária e a avicultura, contando ainda com a forte produção leiteira e o artesanato que se encontra em forte expansão. O setor terciário atua de uma maneira muito forte na vida comercial da cidade, sendo também o município forte na agricultura, e possuindo uma das feiras mais movimentadas do interior do estado do Rio Grande do Norte.


Festas populares


A Festa de Santos Reis que é realiza entre 5 e 6 de janeiro, torna-se uma da maiores festas de Reis do Rio Grande do Norte, com shows de artistas populares no Pátio do Terminal Rodoviário, onde conta com presença de pessoas de todas as cidades e estados vizinhos, bem com daqueles que moram na regiões: Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que deixam a data da referida festa para retornar a terra natal e visitar seus familiares. É do padroeiro São José, que ocorre no dia 19 de março com muitas atividades religiosas e grandes manifestações populares, que conta com a presença de fiéis de todas as cidades vizinhas.


Calendário turístico


Festa de Reis - 5 e 6 de Janeiro;

Festa do Padroeiro São José - 19 de Março.
Cavalgada de São José - 2° sábado de Março (dentro da Festa do Padroeiro)
Aniversário da cidade - 23 de Dezembro.

Artesanatos


Apresenta trabalhos feitos a partir da palha de carnaúba, fabricação de bolsas, cestos, baús, chapéus, peças e objetos diversos.


Comarca



A Comarca de São José do Campestre abrange três municípios: São José do Campestre, Serra de São Bento e Monte das Gameleiras. Sendo de vara única, possui apenas um Juiz. É uma comarca de 1ª entrância. O município também é servido com serviços notariais e registros.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jos%C3%A9_do_Campestre


Mais informações da História de São José do Campestre/RN


São do José do Campestre/RN 


Localizado na Borborema Potiguar, o município de São José do Campestre no seu início era simplesmente uma clareira. Ao seu redor, existiam algumas casas que ficavam distantes das outras, encravadas em fazendas, cuja as principais atividades era o plantio de algodão, feijão, milho e a criação de gado. 


Etimologicamente, Campestre é uma palavra de origem latina - Campester, Campestri que significa algo relativo à planície, à campina. A vegetação que deu origem ao nome local era exuberante e os responsáveis pela conformação do recanto eram os cursos d´água do rio Jacú.


Nesta clareira, grandes fazendeiros, vendedores e compradores de gado e algodão foram se transformando. No ano de 1890, anteriormente, grandes fazendeiros já haviam se radicalizado no lugar como José Antonio, sem sobrenome, cuja propriedade se localizava à margem esquerda do Rio Jacú. A fazenda de José Antonio originou depois a rua dos alpendres, por causa da primeira casa construída dividida em alpendres.  Atualmente essa rua é denominada Rua José Antonio, homenagem justa ao fazendeiro que ajudou fundar a cidade.


O padre Tomaz Aquino Maurício, vigário de Nova Cruz, em rápida passagem pela localidade, celebrou uma missa improvisando o altar debaixo de uma árvore com uma imagem de São José, cedida pelo pioneiro José Antonio.


A primeira capela foi construída de frente para o rio Jacú por Pedro Inácio, no período de 1895 a 1897.


Em 1943, por força do Decreto Estadual 268 do governador Antonio Fernandes Dantas, a antiga localidade apenas de Campestre passou a denominar de São José do Campestre. A escolha do santo para designar o nome da cidade deveu-se em grande parte, ao fato de quase todas as fontes de renda do município advirem da agricultura e por ser são José, o patrono dos agricultores já obter grande influência do fazendeiro José Antonio.


Em 1910, quando o Governador Alberto Maranhão iniciou a construção da estrada de rodagem ligando São José de Campestre a Nova Cruz, o pequeno povoado contava com oito residências. O advento dessa estrada acelerou o desenvolvimento do povoado, facilitando o surgimento de pontos comerciais e de várias moradias. Em 1930, São José de Campestre contava com 120 casas residenciais, vários pontos de negócio e uma concorrida feira realizada as sextas-feiras.


A criação da cidade ocorreu em 1948 através do primeiro projeto de lei apresentado pelo deputado Theodorico Bezerra. A lei estadual n.º 146 foi aprovada no dia 23 de dezembro, desmembrando de Nova Cruz. Hoje a cidade conta com um distrito, chamado de Ipiranga (Japí II) que fica à 12km da sede.


A comarca foi criada em 1º de janeiro de 1949, com instalação datada em 22 de janeiro de 1956. As primeiras eleições se realizaram em outubro de 1952 e o primeiro prefeito eleito foi o Sr. Lindolfo Damião de Souza, empossado no dia 31 de março de 1953. 


No ano de 1965, foi construído sobre a responsabilidade do DNOCS, o açude público Japí II, com capacidade para armazenar 20.649.000 m3, sendo o 8º maior reservatório de água do Estado.


Em 25 de setembro de 1988, foi inaugurado pelo Governador Garibaldi Alves, a adutora Monsenhor Expedito, trecho agreste/trairí, que trouxe água encanada de qualidade, vinda da Lagoa do Bonfim para a população de São José do Campestre. 


A cidade fica a 97 km de Natal e em linha reta 82km. Tem uma área de 345 km2. As coordenadas  geográficas são: 6º 18` de latitude Sul e 35º 42`de latitude W.Gr. Seu clima é quente, seco no verão, com temperaturas máximas de 36º graus, e ameno no inverno em média de 22º graus de temperatura. Está a 175 mt acima do nível do mar. Seus pontos mais altos stituam-se na Serras de de Boqueirão, que circurdam a cidade, embora o solo se apresente mais ou menos plano, sem desníveis acentuados.


Os municípios circuvizinhos são: Santa Cruz, Tangará, Serra Caiada, Boa Saúde, Lagoa Danta, Passa e Fica, Serra de São Bento, Monte das Gameleiras e Japí.


A administração atual é do Prefeito José Borges Segundo (Zequinha Borges), que em seu primeiro mandato já tem mostrado ser uma das figuras políticas queridas da cidade. O povo campestrense é inteligente, solidário, hospitaleiro e tem grandes figuras de projeção no Estado e País.


DADOS DA CIDADE:


POPULAÇÃO: 12.355 (IBGE 2010)


DISTÂNCIA DA CAPITAL: 97Km

ÁREA TERRITORIAL: 345 Km2

FESTAS POPULARES: Festa de Reis (05 e 06 de Janeiro), Padroeiro (19 de Março), Emancipação (23 de Dezembro)

PONTOS TURÍSTICOS: Monte Cruzeiro (Visão Panorâmica da cidade), Sitio Arqueológico (Comunidade rural de Picos), Açude Japí (Comunidade rural de Japí II) entre outros.

COMO CHEGAR: 
Da capital: BR 101 até o viaduto de Parnamirim; BR 304 até o contorno entre a BR 304 e a BR 226 pegando sentindo a BR 226; Segue a BR 226 até o município de Tangará, passando pelas cidades de Bom Jesus e Serra Caiada; Chegando em frente ao Terminal Rodoviário de Tangará, siga à esquerda para pegar a RN 093 até a cidade de SJCampestre-RN que fica à apenas 18Km.



Mapa de localização da cidade de São José do Campestre/RN



FOTOS DA CIDADE

Vista da cidade do alto do monte cruzeiro

Estátua de Frei Damião que fica no alto do monte cruzeiro

Igreja Matriz São José

Praça São José

Açude Japí II - comunidade Rural de Japí a 12km do centro da cidade

Câmara Municipal

Casa de Cultura Popular Pálacio Borborema Potiguar

Feira livre realizada toda as sexta-feiras

Pituras rupestres do Sítio Arqueológico Casa de Pedra - comunidade rural de Picos a 9km do centro da cidade

Vista do alto do Sítio Arqueológico Casa de Pedra

História da cidade de Touros



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Vista Panorâmica da cidade

Em 1501, em uma expedição enviada pelo rei de Portugal, ocorreu o primeiro desembarque de colonizadores portugueses ao litoral do Rio Grande do Norte pela orla marítima, na área de limite entre os municípios de Pedra Grande, Touros e São Miguel do Gostoso. Um dos comandantes dessa expedição, Gaspar de Lemos, fixou um marco de posse colonial na praia de Touros, o mais antigo do Brasil, que era feito de pedra em mármore e possuía o desenho da cruzes de Malta e da Ordem dos Cavaleiros de Cristo. Acredita-se que, antes mesmo da chegada dos portugueses, alguns navegadores espanhóis, como Alonso de Ojeda e Diego de Lepe, teriam chegado primeiro em terras norte-riograndenses. Há também a tese de que, pouco antes da descoberta do Brasil, Pedro Álvares Cabral tenha atingido o Rio Grande do Norte na praia de Touros.


No século XVII, em abril de 1638, um total de 1 400 homens, comandados por Luís Barbalho Bezerro, realizou o segundo desembarque português em Touros e depois partiram rumo a Salvador, na Bahia, deixando quatro canhões fixados sobre um rochedo encravado na praia de Marcos, com o objetivo de combater os holandeses. No final do mesmo século ocorreu a expansão agrícola das localidades de Ceará-Mirim e Extremoz, dando início ao processo de desenvolvimento econômico de Touros.

No século seguinte, ocorreu a fixação definitiva dos portugueses em Touros. A imagem de Bom Jesus dos Navegantes, atual padroeiro do município, de origem incerta, também chegou à localidade. Em homenagem ao santo foi erguida uma capela, cuja construção durou 22 anos. Uma grande seca ocorrida no Rio Grande do Norte na última década do século XVIII impulsionou a migração de trabalhadores agrícolas vindos do sertão para Touros, já que este possuía terras mais férteis apropriadas à prática da agropecuária.


Em 5 de setembro de 1823 o povoado de Touros foi elevado à categoria de distrito. Em 1832 foi instituída a freguesia de Bom Jesus dos Navegantes e, em 11 de abril de 1833, a Resolução do Conselho do Governo Provincial elevou Touros à categoria de vila, tornando-se município do Rio Grande do Norte, desmembrado de Ceará-Mirim, e instalado em 26 de julho do mesmo ano. A resolução foi confirmada quase dois anos depois pela lei provincial nº 21, de 27 de março de 1835. A origem do nome do novo município é incerta, mas há três versões a respeito do nome "Touros": a primeira indica que o nome refere-se a um rochedo situado na praia com formato da cabeça de um touro, a segunda de que o nome foi dado pelos portugueses, devido a grandes rebanhos de gado existentes na localidade, e a última aponta que a denominação foi dada por navegadores fenícios em homenagem à cidade de Tiro, posteriormente denominado "Touro".


Inicialmente, o município de Touros possuía uma grande extensão territorial e 180 quilômetros de praias. Com o passar do tempo, o quadro territorial do município foi sendo alterado com a criação de distritos e a emancipação destes, elevados à condição de município, por meio de lei estadual. De Touros foram desmembrados os atuais municípios de Maxaranguape, Pureza e São Miguel do Gostoso (ex-São Miguel de Touros).



Entre os fatos históricos do século XX, destacaram-se a construção o Farol do Calcanhar (1908); o pouso do avião Savóia-Marchetti (modelo S-64) na ponta do Calcanhar, em 1928, devido ao tempo instável e, consequentemente, à má visibilidade; a transferência do marco de posse colonial sagrado de Touros, em 1974, para Natal, primeiramente museu do Sobradinho e posteriormente para a Fortaleza dos Reis Magos; e a construção do marco inicial da BR-101, que liga Touros ao Sul do país pelo litoral. Em 2000, a lei estadual nº 7831 designou Touros como "a porta de entrada para a criação do estado do Rio Grande do Norte" e instituiu o dia 7 de agosto como a data de aniversário do estado.



A fixação do primeiro Marco de Posse colonial da terra brasileira por Portugal ocorreu em Touros. Desde 1974, ela encontra-se em Natal, hoje na Fortaleza dos Reis Magos.


Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Touros

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