quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Drogas, baladas e automutilação


Por Flavia Francellino
A auxiliar de classe Mislaine Dias Rodrigues, de 18 anos, começou a ingerir bebida alcoólica aos 13 anos, depois vieram as drogas. “Conheci as drogas por influência dos ‘amigos’. Usei maconha”, relata.

Existem pessoas que cortam a própria pele, diariamente, para esquecer os problemas. Parece loucura, mas a automutilação é uma “saída” que muitos encontram para se livrar do sofrimento.

No Brasil, não há dados específicos sobre o número de jovens que se automutilam. Mas, nos corredores de colégios e consultórios, porém, a sensação é de aumento dos casos.

Os objetos usados são diversos, como estiletes, cacos de vidro, agulhas, facas ou qualquer outro objeto cortante que esteja próximo. Eles ainda costumam se queimar ou se atirar contra a parede.

Entre os motivos para uma automutilação estão: brigas com familiares, problemas nas relações interpessoais, incluindo amizades, problemas escolares, ansiedade, depressão, ou sentimento de angústia, frustração, desespero, tensão, raiva e até autocrítica.

As consequências 

Os problemas não resolvidos e uma relação frustrada serviram como motivos para Mislaine se machucar e ela passou a se mutilar (comportamento caracterizado pelo ato intencional de autoagressão). “Esse era meu escape. A cada briga, a cada decepção, eu tinha um novo motivo para me cortar. Pessoas próximas me julgavam e diziam que eu agia assim para chamar atenção, o que se tornava razão para eu fazer isso de novo. Eu me sentia só”, diz.


Então, tudo começou a piorar. “Juntou tudo na minha cabeça. Eu não aguentava mais os problemas. Tinha insônia e pensava que a única solução fosse o suicídio.” Para se livrar dessa situação, ela precisou trocar de pensamentos. 
Fonte: universal.org

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